Faz uma semana que perdi minha avó de 102 anos como está no registro, mas pelo que a família conta ela estava com 107 anos de idade...
Um mês sem meu filho, meu bem precioso que ainda faz tanta falta para mim, nesta casa.
Ontem fui buscar meu pai que ainda estava em Maripá de Minas. E resolvi ficar em minha terrinha querida de ontem para hoje. Ficamos eu e meu pai, falando, lembrando, chorando junto e nos fortalecendo um ao outro, por nossas perdas, nos questionando, aceitando mas ao mesmo tempo sofrendo porque não acreditávamos que estávamos vivendo uma mesma dor. A dor da perda. Meu pai perdeu minha avó, a mãe dele, e eu, o meu filho, neto dele.
Está sendo muito difícil para nós dois, para toda nossa família nesse ano tão cruel para todos.
O que nos dar força é saber que temos pessoas perto de nós que nos ampara, nos conforta e que nos dar força de seguir em frente mesmo com tanta dor, sofrimento que parece não ter fim. Mas acreditamos que um dia nossa dor vai começar a diminuir, e a sensação de missão cumprida estará em nós, que fizemos o que pudemos e que agora nossos entes queridos não estão sofrendo, eles cumpriram as suas missões aqui na terra.
As lágrimas no olhar de meu pai, são as mesmas que se encontram em meu olhar, mas estamos tentando ser forte mesmo não precisando ser agora, pelo fato de tudo está sendo recente, esses acontecimentos. Tentei passar minha força a ele da mesma forma fez comigo, sorri para ver o seu sorriso.
Sabemos que temos pessoas maravilhosas ao nosso lado como amigos, parentes e conhecidos nos dando o maior apoio. Mostrando a mim que tenho mãe e pai, que tenho sobrinhos e sobrinha, que tenho a vida toda pela frente e que devo seguir. E que meu pai, tem seus filhos, sua esposa, netos...amigos e conhecidos por perto.
As lembranças vão continuar em nossa memória, seja as ruins ou as boas, mas precisamos ter força para só lembrar de coisas boas para nos fortalecer. Foi tudo tão rápido, tão triste, mas quantas coisas maravilhosas ocorreram? Então estamos nos apoiando, unidos, e tentando se erguer aos poucos!
Eu.
Meu Guerreiro durante 5 anos.
Eu e Igor, meu Branquinho.
Meu pai e meu filho Igor.
Meu pai.
Eu, minha vó e meu pai...





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