Nem sei por onde começar. Não tenho estado contente e satisfeita com atitudes de seu pai meu Branquinho.
Sabe o maior defeito de mamãe? Esperar dele o que ele nunca pode oferecer. Que é o respeito as minhas decisões, e se colocar no lugar das pessoas.
No meu lugar quase nunca se coloca.
Eu não consigo esconder a minha tristeza de não ter a felicidade rodeando nós dois. Quando não é um, é o outro que fere, que machuca com palavras, que ofende e joga na cara coisas.
Odeio a mania das pessoas de dizer que a gente que precisa de ajuda profissional, como se ela também não precisasse. É o caso de seu pai meu filho. Está tão difícil! Um dia a gente prometeu um ao outro de procurar terapia juntos. Eu acabei indo e não foi nada legal. É como se abrisse a ferida que existe e cutucasse com a agulha. O mal de muitos terapeutas é querer já desde o primeiro dia te dopar, te convencer que você está doente e você acaba acreditando nessa história, você é passado por uma lavagem cerebral.
Mamãe foi numa psicóloga legal aparentemente, e ela já na primeira conversa pergunta se eu não tomo nenhuma medicação, se eu não penso nisso, pede para eu amadurecer a ideia. A terapeuta conta história de mortes, de túmulos..... e na segunda visita a terapeuta, ela conta outras histórias e fala para eu prestar atenção para ver se tiro algum proveito. Que proveito? Ouvindo tragédias, ouvindo a terapeuta narrando histórias de mortes e como tudo aconteceu?
Mamãe quase acreditando que tenho problemas mentais pois parece que a cidade toda é doente, tem problemas e se trata com o mesmo médico. Lá vai a mamãe achando que ia ouvir palavras de conforto e esperança, conselhos para viajar, andar mais sozinha, ouvir a voz de meu coração que é respirar um pouco sozinha. Não! Seja quem for que resolver fazer uma visita a terapeutas e psiquiatra vai ouvir ele ou ela dizer: tome esses remédios aqui e vê se você se sente melhor. Qualquer coisa você volta semana que vem, se tiver bem, ou só ano que vem ou quando precisar.
Mamãe ainda está lúcida e claro que não ia simplesmente começar tratamento algum sem ler uma bula de todos os remédios que foram passados.
Mamãe sente tanta coisa e justamente um dos remédios diz que pode ter alguns sintomas no tratamento com o tal remédio. Todos que eu já sinto. Não vou pagar para ver se vou ter ou não.
Aí vem mais uma vez seu pai, com palavras ofensivas e tanto ele quanto muita gente e inclusive todos que me indicaram ir nesse médico fazer eu me sentir uma retardada de verdade.
Remédio algum cura a dor da morte, cura ferida que deixou uma cicatriz e que só abre quando alguém tocar nela! Pra que tocar na ferida? Pra que falar coisas ruins? Por que não podemos ouvir atividades que nos dão prazer, nos incentivar a fazer alguma coisa que nos faz feliz?
O ser humano tem o dom de fazer o amadurecimento de ideias doentes, ou seja, principalmente um profissional na área da saúde e dependendo do profissional, ele é especialista nisso, ele tem o dom de fazer você acreditar que é doente! Ele ganha pra isso, ele vai se esforçar para você acreditar nisso!
Se você não pensa ou nunca pensou em acabar com a sua vida como eu, não corra atrás de problemas que não existem!
Eu torço que muitos tenham o equilíbrio da alma e do corpo para não cair nessa tentação, quando algo frusta, quando alguém te machuca, quando existe histórico de depressão em família ou até mesmo de morte!
Este blog eu criei especialmente para falar de um anjo que se chama Igor Sanglard. Ele é meu filho e mesmo que não esteja mais entre nós, eu continuo prestando minha homenagem a ele, ao meu filho amado. Sua história de vida é linda e queria poder ajudar de alguma forma as pessoas que passam e passaram pelas mesmas coisas que eu, dando força, apoio para que não desistam de viver mesmo diante de perdas repentinas...
sexta-feira, 13 de dezembro de 2019
domingo, 1 de dezembro de 2019
Cuida de mim Branquinho!
Filho amado, meu coração está tão machucado, me sentindo mal desde que comecei a terapia. Não sei se vou continuar, fui em duas só, mas já na segunda, do jeito que fui, voltei. Espero voltar confortada, mas não foi bem assim. Eu não sei se é dessa forma mesmo que os terapeutas fazem, mas sei que a segunda vez que fui, só ouvi tragédias, e foi pedido para que eu prestasse bem atenção para ver se eu tirasse bom proveito disso. Não!, Não tirei, e a pergunta como tirar proveito de coisa ruim?
Não consigo entender o fundamento disso, não sei se isso vai ser bom para mim.
O fato que não estou conseguindo lidar com as sensações físicas, com os mau estar, as tonteiras, sensação de desmaio, e não é só luto o culpado disso tudo. Convivo com a claustrofobia desde pequena, bem antes de ter você em minha vida filho amado. Eu nasci cega e por milagre de Deus comecei a enxergar, mas passei por bullyng, fiquei com vergonha, triste, constrangimentos por momentos em escola bater a cabeça em pilastra ou até mesmo tropeçar em quebra-molas na rua...
Eu tenho tremedeiras e as vezes isso afeta o lado direito do braço, em seguida o nó na garganta e vontade de chorar...
Já passou em minha cabeça de querer subir um morro bem alto e ficar lá até que eu saiba que realmente sentiram a minha falta. Eu estou sentindo a sua falta meu filho. Eu sinto a ferida aberta sempre que tomo conhecimento de alguém que se foi. Vem a tona tudo que passei com você.
Mais um ano se findando e eu sentindo a sua falta. Foram alguns natais ao seu lado que ficou marcado, pela subida ligeira da mamãe para te confortar nos momentos de fogos a meia noite. Depois que você se foi, foram poucos finais de ano que fiz questão de estar acordada.
Agora com sua irmãzinha e seus horários de dormir cedo, eu acompanho ela, e não me sinto culpada por isso.
Ela tem me ajudado muito nos meus dias de tristezas, e sua companhia me impede as vezes de chorar e no lugar das lágrimas o sorriso, pois ela me faz tão bem quanto você me fez.
A saudade doí muito quando lembro de sua partida, mas me faz feliz quando lembro de nossos momentos de dança de valsa, você rolando em minha cama e sorrindo e tampando a traqueostomia para falar aiiiiii.
Continue cuidando de mim meu pingo, meu Branquinho!
Não consigo entender o fundamento disso, não sei se isso vai ser bom para mim.
O fato que não estou conseguindo lidar com as sensações físicas, com os mau estar, as tonteiras, sensação de desmaio, e não é só luto o culpado disso tudo. Convivo com a claustrofobia desde pequena, bem antes de ter você em minha vida filho amado. Eu nasci cega e por milagre de Deus comecei a enxergar, mas passei por bullyng, fiquei com vergonha, triste, constrangimentos por momentos em escola bater a cabeça em pilastra ou até mesmo tropeçar em quebra-molas na rua...
Eu tenho tremedeiras e as vezes isso afeta o lado direito do braço, em seguida o nó na garganta e vontade de chorar...
Já passou em minha cabeça de querer subir um morro bem alto e ficar lá até que eu saiba que realmente sentiram a minha falta. Eu estou sentindo a sua falta meu filho. Eu sinto a ferida aberta sempre que tomo conhecimento de alguém que se foi. Vem a tona tudo que passei com você.
Mais um ano se findando e eu sentindo a sua falta. Foram alguns natais ao seu lado que ficou marcado, pela subida ligeira da mamãe para te confortar nos momentos de fogos a meia noite. Depois que você se foi, foram poucos finais de ano que fiz questão de estar acordada.
Agora com sua irmãzinha e seus horários de dormir cedo, eu acompanho ela, e não me sinto culpada por isso.
Ela tem me ajudado muito nos meus dias de tristezas, e sua companhia me impede as vezes de chorar e no lugar das lágrimas o sorriso, pois ela me faz tão bem quanto você me fez.
A saudade doí muito quando lembro de sua partida, mas me faz feliz quando lembro de nossos momentos de dança de valsa, você rolando em minha cama e sorrindo e tampando a traqueostomia para falar aiiiiii.
Continue cuidando de mim meu pingo, meu Branquinho!
Local:
Paracambi, RJ, Brasil
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