Esse ano foi muito difícil para mim, eu adoecia, minha imunidade devia estar muito baixa...enxaquecas, resfriados fortes, crises de sinusite, dor no ouvido, perdi minha voz...E quando estávamos no mês de Março, meu filho teve uma recaída e mais uma vez voltou para o hospital. Para variar estava em brigas com o home care a PRONEP, que não resolvia a situação de meu filho estar sem fono a mais de dois meses. E diziam que não tinha mais ninguém para atendê-lo como se tivesse passado o mundo inteiro por ele. Eu sentia que eles já queriam sair fora. E quando num certo dia em que mais uma vez eu fiquei por 24 horas sozinha com meu Branquinho porque também não tinha mais técnica para assumir a escala. E as que vinha para assumir o plantão se assustava de ver o Igor. Não entendia, mas acho pode ser pelo fato de acharem que era um paciente que não precisasse fazer muita coisa, ou talvez porque não passavam direito o quadro de meu filho para as técnicas. Só sei que todas que vinha e faziam as 12 ou 24 horas diziam que iriam voltar, e isso nunca acontecia...Era um entra e sai o tempo todo de técnicas todos os dias diferente, e meu filho começava a estranhar.
Fiquei de sábado para Domingo até as 15 horas quando chegou uma técnica de standy by da empresa. De hora em hora ela me ligava pois minha casa é de dois andares e eu subia a escada. Era para fazer o que devia fazer, os procedimentos técnicos. Mas de madrugada quem fez foi ela e de modo errado. Foi aí que bateu na porta de meu quarto e vi a besteira que já tinha feito, que é ter rompido as duas artérias da traqueo de meu filho, onde provocou a hemorragia. E ele chegou no hospital com quadro de pneumonia, oscilação de pressão...
Percebi quando ele voltou para casa de alta, já não era mais aquele Igor que era. Ele se sentia muito sozinho, mais do que era, ninguém podia sair de perto dele e inclusive eu. Não conseguia me alimentar direito, não conseguia mais dar a atenção mais a meu esposo, não tinha mais tempo para mim, para me cuidar, e nem para minha vida direito. Já tinha entregado minha vida nas mãos de Deus porque sentia que passava para meu filho toda a tristeza, o cansaço, as dores, meu mal estar.
Ou eu parava eu frente ao espelho e me perguntava: O que fazer diante disso tudo Meu Deus?Ou abaixava minha cabeça e começava a pedir a Deus que eu não passasse para meu filho todos os meus sentimentos ruins...Não achava justo ver ele chorar porque eu chorava, porque eu sofria.
Meu filho um mês antes de partir e virar uma estrelinha, começou a evoluir de uma tal forma. Começou a chamar mãe perfeitamente, a comer mais quantidade de comida. A sorrir mais e brincar, e aprendeu a dizer a, e, u, além de pedir beijo encurvando de rosto até próximo de nós para beijarmos.
A gente não pensa que tá melhorando para se despedir de nós, e eu não pensava nisso, até porque quando ele internava das outras vezes, ele sempre voltava...e eu achava que ele não ia aguentar, mas ele voltava.
O aniversário dele foi lindo, do Flamengo.
Meu guerreiro No aniversário de 5 anos. Com titia Marlúcia que cuidou dele no Centro pediátrico Da Lagoa e sua amiguinha.
O bolo que eu fiz...
Os enfeites que eu também montei para a festa...
Mais enfeites da mesa...
Com a vovó Audinéa e Vovô Batista.
Os amigos do papai: Vinícius e Marina.
Com Sarah, Bianca e Beatriz
Com os titios e primos e prima.
Com as vizinhas.
Com os amigos da mamãe.
Enfim, com a mamãe.
E os cupcakes.
Ele completou 5 anos dia 18 de setembro deste ano, e a festa foi dia 21 de setembro.
Depois disso muita alegria, brincadeiras, dengo...
Ele adorava tampar o buraquinho da traqueo para falar.
Fazer charme...
Mostrar o cabelo bonito.
Fazer arte tipo essa,rsrsrs
E nós dois fazendo bico.
O abraço de todos os dias.
Depois dos dias das crianças numa segunda feira dia 14 de Outubro as 22 horas depois da mamadeira, Igor despertou passando mal E no caminho do hospital em meus braços ele se foi de olhos abertos, deu parada.
Chegando no hospital, toda a equipe médica tentou fazer de tudo, deram adrenalina....mas nada adiantou. Igor já não estava mais ali com agente. E sofro até hoje com a falta dele, de meu Branquinho, o meu guerreiro!



















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