segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Lembranças de duas perdas repentinas!!!

Faz uma semana que perdi minha avó de 102 anos como está no registro, mas pelo que a família conta ela estava com 107 anos de idade...
Um mês sem meu filho, meu bem precioso que ainda faz tanta falta para mim, nesta casa.
Ontem fui buscar meu pai que ainda estava em Maripá de Minas. E resolvi ficar em minha terrinha querida de ontem para hoje. Ficamos eu e meu pai, falando, lembrando, chorando junto e nos fortalecendo um ao outro, por nossas perdas, nos questionando, aceitando mas ao mesmo tempo sofrendo porque não acreditávamos que estávamos vivendo uma mesma dor. A dor da perda. Meu pai perdeu minha avó, a mãe dele, e eu, o meu filho, neto dele.
Está sendo muito difícil para nós dois, para toda nossa família nesse ano tão cruel para todos.
O que nos dar força é saber que temos pessoas perto de nós que nos ampara, nos conforta e que nos dar força de seguir em frente mesmo com tanta dor, sofrimento que parece não ter fim. Mas acreditamos que um dia nossa dor vai começar a diminuir, e a sensação de missão cumprida estará em nós, que fizemos o que pudemos e que agora nossos entes queridos não estão sofrendo, eles cumpriram as suas missões aqui na terra.
As lágrimas no olhar de meu pai, são as mesmas que se encontram em meu olhar, mas estamos tentando ser forte mesmo não precisando ser agora, pelo fato de tudo está sendo recente, esses acontecimentos. Tentei passar minha força a ele da mesma forma fez comigo, sorri para ver o seu sorriso.
Sabemos que temos pessoas maravilhosas ao nosso lado como amigos, parentes e conhecidos nos dando o maior apoio. Mostrando a mim que tenho mãe e pai, que tenho sobrinhos e sobrinha, que tenho a vida toda pela frente e que devo seguir. E que meu pai, tem seus filhos, sua esposa, netos...amigos e conhecidos por perto.
As lembranças vão continuar em nossa memória, seja as ruins ou as boas, mas precisamos ter força para só lembrar de coisas boas para nos fortalecer. Foi tudo tão rápido, tão triste, mas quantas coisas maravilhosas ocorreram? Então estamos nos apoiando, unidos, e tentando se erguer aos poucos!




Eu.


Meu Guerreiro durante 5 anos.




Eu e Igor, meu Branquinho.



Meu pai e meu filho Igor.


















Meu pai.


















Eu, minha vó e meu pai...














sábado, 23 de novembro de 2013

Sentindo a dor da perda!

Nas primeiras semanas foram horríveis, toda hora ou até mesmo minutos eu chorava. Mas a noite sempre tinha alguém para ficar comigo em minha casa. Quando alguém estar comigo, até hoje me sinto assim. A sensação é que nada disso aconteceu, nada disso é verdade, que eu não perdi meu filho de forma alguma, até porque eu já estava acostumada com as idas e voltas para o hospital e ele internava muito e eu só podia visitá-lo. Então ficar sozinha em casa era mais fácil. Tinha uma rotina assim.
Mas quando estou sozinha, tudo complica, a ficha começa a cair, percebo o quanto estou sozinha porque toda a rotina da casa mudou-se completamente. Não tem mais as brincadeiras, as conversas com as técnicas, o entra e sai de fisios...Não tenho o Igor aqui comigo.
No início eu sempre sai com meu esposo, e quando saia sozinha para a rua, minhas pernas começavam a ficar trêmulas, eu começo a sentir tonteiras que parece que vou desmaiar a qualquer momento.
Mas se passaram um mês e agora nem sair sozinha eu consigo. Chego até o portão beirando a rua e volto, pois começo a ficar angustiada, e choro, sentimentos de dor e angústia, muita tristeza em meu peito.
A saudade é eterna, mas todos falam e eu sempre acreditei que a tristeza não, ela é passageira e vai passar. Mas ainda sinto muito a dor de perder meu Branquinho, sinto falta de tudo que envolvia ele. Dos sorrisos, da sua voz, dos gritos....e músicas de crianças que colocava e ouvia junto dele.
Sinto saudades de rolar com ele seja num tapete no chão ou em minha cama, de assistir TV.
Já dormi sozinha nessa casa sem ele depois que ele se foi. E a experiência é péssima. Começo a lembrar de tudo de novo, choro, e até passo mal. Sinto que preciso de ajuda sempre de amigos, família...de todos.

   Nunca esquecerei de ti Branquinho...


Dos nossos dengos juntos... 


Da companhia e dupla que sempre dizia: Iguinho e Zezinho.

Saudade da sua carinha séria que me encantava...


Do sorriso mais lindo que já vi...













Aprendi muita coisa com você filho...


Aprendi a te conhecer mais...e a te entender.

Me ensinaste a ser mais mãe.


A virar criança com você. 


Mesmo diante de tantos problemas a sorrir.

mesmo com tantas limitações que você tinha...








Você foi o professorzinho de todos nós.


O meu amor por você ainda é muito grande, sempre vou te amar como antes mesmo não estando mais aqui comigo.
Sinto falta de seus beijos e seus abraços, carinhos inesquecíveis, momentos maravilhosos que passamos juntos...










sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A perda do meu Branquinho!!!!!!

Já faz um pouco mais de um mês que tudo aconteceu. As vezes nem eu consigo acreditar...Depois de tantas lutas e vitórias, de realizar meu sonho de mãe quando meu filho Igor fizesse 5 aninhos, a festa ia ser do Flamengo...E consegui, passou o meu aniversário, o dele, o dia das crianças. Mas foi só isso.
Esse ano foi muito difícil para mim, eu adoecia, minha imunidade devia estar muito baixa...enxaquecas, resfriados fortes, crises de sinusite, dor no ouvido, perdi minha voz...E quando estávamos no mês de Março, meu filho teve uma recaída e mais uma vez voltou para o hospital. Para variar estava em brigas com o home care a PRONEP, que não resolvia a situação de meu filho estar sem fono a mais de dois meses. E diziam que não tinha mais ninguém para atendê-lo como se tivesse passado o mundo inteiro por ele. Eu sentia que eles já queriam sair fora. E quando num certo dia em que mais uma vez eu fiquei por 24 horas sozinha com meu Branquinho porque também não tinha mais técnica para assumir a escala. E as que vinha para assumir o plantão se assustava de ver o Igor. Não entendia, mas acho pode ser pelo fato de acharem que era um paciente que não precisasse fazer muita coisa, ou talvez porque não passavam direito o quadro de meu filho para as técnicas. Só sei que todas que vinha e faziam as 12 ou 24 horas diziam que iriam voltar, e isso nunca acontecia...Era um entra e sai o tempo todo de técnicas todos os dias diferente, e meu filho começava a estranhar.
Fiquei de sábado para Domingo até as 15 horas quando chegou uma técnica de standy by da empresa. De hora em hora ela me ligava pois minha casa é de dois andares e eu subia a escada. Era para fazer o que devia fazer, os procedimentos técnicos. Mas de madrugada quem fez foi ela e de modo errado. Foi aí que bateu na porta de meu quarto e vi a besteira que já tinha feito, que é ter rompido as duas artérias da traqueo de meu filho, onde provocou a hemorragia. E ele chegou no hospital com quadro de pneumonia, oscilação de pressão...
Percebi quando ele voltou para casa de alta, já não era mais aquele Igor que era. Ele se sentia muito sozinho, mais do que era, ninguém podia sair de perto dele e inclusive eu. Não conseguia me alimentar direito, não conseguia mais dar a atenção mais a meu esposo, não tinha mais tempo para mim, para me cuidar, e nem para minha vida direito. Já tinha entregado minha vida nas mãos de Deus porque sentia que passava para meu filho toda a tristeza, o cansaço, as dores, meu mal estar.

 Ou eu parava eu frente ao espelho e me perguntava: O que fazer diante disso tudo Meu Deus?
Ou abaixava minha cabeça e começava a pedir a Deus que eu não passasse para meu filho todos os meus sentimentos ruins...Não achava justo ver ele chorar porque eu chorava, porque eu sofria.




Meu filho um mês antes de partir e virar uma estrelinha, começou a evoluir de uma tal forma. Começou a chamar mãe perfeitamente, a comer mais quantidade de comida. A sorrir mais e brincar, e aprendeu a dizer a, e, u, além de pedir beijo encurvando de rosto até próximo de nós para beijarmos.
A gente não pensa que tá melhorando para se despedir de nós, e eu não pensava nisso, até porque quando ele internava das outras vezes, ele sempre voltava...e eu achava que ele não ia aguentar, mas ele voltava.
O aniversário dele foi lindo, do Flamengo.


 Meu guerreiro No aniversário de 5 anos. Com titia Marlúcia que cuidou dele no Centro pediátrico Da Lagoa e sua amiguinha. 



O bolo que eu fiz...


Os enfeites que eu também montei para a festa...
       

                           Mais enfeites da mesa...




Com a vovó Audinéa e Vovô Batista.




                          Os amigos do papai: Vinícius e Marina.




Com Sarah, Bianca e Beatriz



                      Com os titios e primos e prima.

Com as vizinhas.



                          Com os amigos da mamãe.





Enfim, com a mamãe.

                                   

                        E os cupcakes.











Ele completou 5 anos dia 18 de setembro deste ano, e a festa foi dia 21 de setembro.
Depois disso muita alegria, brincadeiras, dengo...




Ele adorava tampar o buraquinho da traqueo para falar.


Fazer charme...



Mostrar o cabelo bonito.
                                     


                    Fazer arte tipo essa,rsrsrs




E nós dois fazendo bico.

O abraço de todos os dias.


















Depois dos dias das crianças numa segunda feira dia 14 de Outubro as 22 horas depois da mamadeira, Igor despertou passando mal E no caminho do hospital em meus braços ele se foi de olhos abertos, deu parada.
Chegando no hospital, toda a equipe médica tentou fazer de tudo, deram adrenalina....mas nada adiantou. Igor já não estava mais ali com agente. E sofro até hoje com a falta dele, de meu Branquinho, o meu guerreiro!