Ainda dói quando lembro de quantas injustiças que fizeram com você, com a mamãe, abre uma ferida onde carrego uma cicatriz desde quando você partiu.
Dói quando quero ou penso em postar algo a seu respeito, e até mesmo a respeito da sua irmã, pois criaram uma comparação que não existe. Não existe para mim, amar mais ou menos.
Dói quando alguém me pede ajuda, pede para a mamãe divulgar a necessidade da pessoa, e ninguém fala nada, ninguém diz um qualquer coisa te aviso, ninguém se manifesta para dizer que pelo menos vai compartilhar como eu faço.
Dói quando um nó na garganta pedindo justiça, pedindo mais respeito, e sem preconceito, surge. Quando parece que não sou nada e ninguém no mundo, como se eu não tivesse o direito de fazer nada, de pedir nada, de amar principalmente.
Essas coisas levam ao suicídio, levam a solidão, levam ao vazio onde nada tem razão ou tem sentido. Muita gente se vai tão jovem por causa disso, por falta de amor, por falta de bondade, de solidariedade, por falta de respeito.
Eu não quero partir, eu quero viver, eu quero justiça, eu quero fazer a diferença nessa vida.
Eu não quero que sua irmãzinha meu filho, passe por isso, mesmo sabendo que é inevitável.
Ainda dói quando os sofrimentos vem a memória. Ainda dói saber que muita gente não saber amar e respeitar.
A única coisa que não dói, é saber que você não sofre mais Branquinho.