Ao respirar o peito dói, a alma dói mais ainda, e por orgulho seguro minhas lágrimas, porque acho que eu devo ser forte. Mesmo sabendo que as pessoas tem altos e baixos, eu não consigo mais deixar as lágrimas caírem instantaneamente, me nego a dizer que estou sofrendo as vezes. Mas eu sei que uma hora ela cai, e de um lado eu também sei, que faz bem, pois é como dizem, com as lágrimas se vão tudo que faz mal, e depois você pode respirar fundo e ver como as coisas não são tão difíceis assim.
Mas mesmo que para você sejam, as coisas com o tempo se resolve, ou pelo menos se tranquilizam.
Quando estou num momento difícil, logo vem você em minha cabeça meu filho amado, pois você é o amor motivo para a minha superação, você lutou para ficar, mas quando a mamãe te falou para descansar, você se foi.
Mesmo que isso aconteceu em meus braços, e foi muito difícil acreditar, mas eu me fortaleço em você e claro em sua irmã. Seria um pecado não mencionar ela, pois um pedaço de você estar com ela, e está comigo. Eu olho para aquele olhar tão indefeso quanto foi o seu olhar, e me faço de forte, e tento mesmo ser forte.
Falta o ar e a dor parece não querer ir embora, a dor que muitos chamam de frescura e te tratam como estranha, que acham que medicamentos vão acabar com essa dor. Mistura de saudade com tédio, com falta de amor por mim, por aqueles que eu pensava que podia contar. Mistura de decepção e medos e fobias... Sempre penso que a dependência de remédio te leva ao túnel sem fim, sem volta. E acho que o tratamento está no amor ao próximo, na união e harmonia, na compreensão...
Tomando um chá para ver se passa, e escrevendo por aqui, para ver se em algum lugar do mundo alguém te manda uma mensagem de amor e força, de compreensão e de ternura.
E que esse alguém seja quem for, seja muito feliz e não falta esses sentimentos bons.
É tão bom se sentir amado(a), é tão bom viver sem medo e sem pânico, fobias, sem desânimo.
E eu sei o quanto fui amada por meu Branquinho e isso me faz feliz. Eu sei o quanto amei e amo incondicionalmente os meus filhos.
Este blog eu criei especialmente para falar de um anjo que se chama Igor Sanglard. Ele é meu filho e mesmo que não esteja mais entre nós, eu continuo prestando minha homenagem a ele, ao meu filho amado. Sua história de vida é linda e queria poder ajudar de alguma forma as pessoas que passam e passaram pelas mesmas coisas que eu, dando força, apoio para que não desistam de viver mesmo diante de perdas repentinas...
quinta-feira, 23 de maio de 2019
terça-feira, 21 de maio de 2019
Quando penso que a dor foi embora...
Eu sei que preciso aprender como lidar com a dor que volta e meia, mexe comigo, a dor que não é física, mas as vezes faz meu corpo reagir de outras formas, faz eu me tremer toda, ora essa tremedeira vem seguida de frio, e ora de calor...Isso se chama medo em alguns momentos, como se eu tivesse vivendo momentos contínuos de tensão, momentos que parece que preciso fazer algo, por mim, ou por alguém, e entro num estado de pânico.
Se eu preciso sair ou quero ir em algum lugar, seja onde for, as vezes desisto, por pensar muito, por começar uma angústia e um nó na garganta, uma vontade de chorar que nem sempre consigo colocar para fora.
A crise de claustrofobia amentou, e dependendo do lugar, eu não consigo literalmente respirar...sensação horrível que convive comigo desde que você se foi filho amado. As vezes é tudo fácil, os dias tranquilos me faz ganhar o dia, consigo sair e voltar e me sinto super bem, mas tem vezes que dói...o medo dói, a fobia dói e eu sei, que se trata de uma ferida que não cicatrizou.
O chato é que muitos não entendem e acham isso frescura, mas eu não pedi para sofrer, para perder um filho e isso dói e muito, não pedi para ser uma pessoa as vezes insegura e mais com coisas que eu gosto de fazer, eu não pedi para viver uma dor que quero muito que saia de mim. Mas é difícil e só quem viveu essa mesma dor sabe o que estou falando e o que sinto.
As vezes tudo volta em minha cabeça em questão de segundo e parece que estou vivendo tudo de novo...Esquivo-me para outros lados, e as vezes eu consigo pensar em outras coisas, mas tem vezes que não.
Carregar o peso de um luto, é muito triste, a gente aceita, mas não supera nunca.
Tudo que quero, é que momentos difíceis não me faça tomar atitudes desesperadas, como da última vez que passou em minha cabeça e eu me culpo por ter esse tipo de pensamento.
Mas eu pedi ajuda e não tive resposta de quem eu pensei que podia contar, onde fui criada junto e ajudei cuidar...Eu chorei tanto, mas pedi a Deus que tirasse de mim a vontade idiota de dar um freio em meu sofrimento, como se isso fosse acabar com a dor da alma.
Eu olhei para minha princesa e sequei minhas lágrimas, eu fiz questão de levantar a cabeça cheio de orgulho e dizer que eu me amo, que amo minha filha assim como sempre amei meu Branquinho, meu filho Igor.
Pessoas como eu precisam se sentir amadas 24 horas por dia, e o mundo necessita de amor, de paz, de união!
Quando penso que a dor foi embora, ela volta, sempre volta, mas penso no meu anjo sorrindo para me sentir forte, na minha luta e conquistas, sempre pensando nele.
Se eu preciso sair ou quero ir em algum lugar, seja onde for, as vezes desisto, por pensar muito, por começar uma angústia e um nó na garganta, uma vontade de chorar que nem sempre consigo colocar para fora.
A crise de claustrofobia amentou, e dependendo do lugar, eu não consigo literalmente respirar...sensação horrível que convive comigo desde que você se foi filho amado. As vezes é tudo fácil, os dias tranquilos me faz ganhar o dia, consigo sair e voltar e me sinto super bem, mas tem vezes que dói...o medo dói, a fobia dói e eu sei, que se trata de uma ferida que não cicatrizou.
O chato é que muitos não entendem e acham isso frescura, mas eu não pedi para sofrer, para perder um filho e isso dói e muito, não pedi para ser uma pessoa as vezes insegura e mais com coisas que eu gosto de fazer, eu não pedi para viver uma dor que quero muito que saia de mim. Mas é difícil e só quem viveu essa mesma dor sabe o que estou falando e o que sinto.
As vezes tudo volta em minha cabeça em questão de segundo e parece que estou vivendo tudo de novo...Esquivo-me para outros lados, e as vezes eu consigo pensar em outras coisas, mas tem vezes que não.
Carregar o peso de um luto, é muito triste, a gente aceita, mas não supera nunca.
Tudo que quero, é que momentos difíceis não me faça tomar atitudes desesperadas, como da última vez que passou em minha cabeça e eu me culpo por ter esse tipo de pensamento.
Mas eu pedi ajuda e não tive resposta de quem eu pensei que podia contar, onde fui criada junto e ajudei cuidar...Eu chorei tanto, mas pedi a Deus que tirasse de mim a vontade idiota de dar um freio em meu sofrimento, como se isso fosse acabar com a dor da alma.
Eu olhei para minha princesa e sequei minhas lágrimas, eu fiz questão de levantar a cabeça cheio de orgulho e dizer que eu me amo, que amo minha filha assim como sempre amei meu Branquinho, meu filho Igor.
Pessoas como eu precisam se sentir amadas 24 horas por dia, e o mundo necessita de amor, de paz, de união!
Quando penso que a dor foi embora, ela volta, sempre volta, mas penso no meu anjo sorrindo para me sentir forte, na minha luta e conquistas, sempre pensando nele.
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