sábado, 27 de abril de 2013

Reta final da história da PRONEP.

Quando o meu filho Igor internou, recebi uma ligação logo na primeira semana de internação dele. Era a fisio Marta que o atendia. Ela me disse por telefone mesmo, que a supervisão dela a informou que ela estava liberada dos atendimentos do paciente Igor... Que Igor estava de alta de fisio com a PRONEP.
Fui percebendo aos poucos que a empresa de home care estava aos poucos é entregando o Igor para o plano. E pensei, bom meu filho já estava melhorando e com possibilidade de alta, e a empresa entregando toda a assistência que ele tinha. Quando fui visitar o Igor no hospital a médica da UTI disse que o Igor já estava de alta e que era para eu e meu esposo entrar em contato com o plano pois a empresa home care PRONEP avisou que não iriam mais reassumir meu filho quando ele voltasse para a casa. e entrei em contato com o plano e eles me informaram que realmente a PRONEP entregou o Igor, e que ele estava sem home care.
Mais para frente o plano retornou a ligação e disse que havia uma reunião marcada com a nova empresa de home care na cidade. e sem essa reunião o Igor não podia voltar para casa..
Lá no dia 12 de Abril as três horas começava a reunião com representantes do home care MED LAR, o pessoal todo do plano como assistente social, médico, enfermeira, e eu e meu esposo. Foi falado em ata todos os atendimentos que meu filho iria ter, os profissionais e aberta uma oportunidade para eu falar de todos os acontecimentos que rolaram quando ainda meu filho Igor estava com a empresa PRONEP.  Tive a oportunidade de falar da insatisfação com alguns profissionais, falta de respeito entre até os próprios profissionais uns com os outros...Técnica que não sabia o que era um cilindro de oxigênio, outra que entrava em meu quarto, deixavam marca de beijos nas toalhas de minha casa, amarravam com três voltas fralda de pano dando nó no pescoço do Igor...entre outras coisas a mais.
mas também falei dos profissionais que tive a oportunidade de conhecer e tiveram a humildade de me falar que não sabiam fazer algumas coisas, e eu passei o que eu sabia, eu ensinei muitas delas os procedimentos a fazer com meu filho; de técnicas que cuidavam com amor e carinho como as duas ultimas que são enfermeiras e também técnicas. A Katia e a Silvana. E quando falei delas, imediatamente essa empresa de home care MED LAR pediram número de contato delas porque queriam que elas continuassem com o atendimento.
A empresa informou que  somente iriam receber o Igor na segunda feira. E chegou a tão esperada segunda feira, dia 15 de Abril as 16:30h meu filho chegou em casa...
Muita alegria para uma mãe como eu que desejava esse dia chegar e curtir cada momento em casa com ele novamente.















A volta do Igor do hospital para casa.

Quando este dia chegou, meu coração ficou tão radiante. A esperança de uma nova vida, de novos sonhos e realizações dos que ainda há.
Mas alguns dias passados depois da volta, pensava em tudo que meu filho passou, nas pessoas que passaram por ele, na forma de agir de cada profissional em minha casa.
Muita coisa foi marcante, coisas boas e ruins. Nenhuma delas esquecerei pois em todos os acontecimentos eu estava por perto.
Não esquecerei do dia que meu filho Igor apresentava febre de três dias e o médico da PRONEP, empresa de home care anterior, o Dr. Luiz Claudio, disse que era para aguardar mais um pouco para ver o que ia acontecer. e quando chegara o quinto dia de quadro febril, eu chorava e pedia pelo amor de Deus ao enfermeiro que era a pessoa em quem eu mais confiava do que no médico, que ele conversasse com o pediatra para que se ele passaria um exame de sangue...raiox...fiquei muito chateada com ele. lembro de todas as palavras que ele disse neste dia crítico, de febre de meu filho. Que ele só faria a visita na quinta e era uma segunda feira, e ele estava no dentista. Não prestou nenhum atendimento, nenhuma orientação nem pelo telefone.
Não esqueço de técnicas que realmente cuidava do meu filho como se fosse filho delas, prezava a saúde dele...Não esqueço do termo de proibição que a empresa PRONEP mandou me entregar com a presença do enfermeiro, assistente social e uma enfermeira servindo de testemunha como se eu fosse uma bandida, para eu não sair com meu filho em hipótese alguma. Não esqueço do dia em que meu filho já estava de alta e a PRONEP veio recolher tudo em minha casa dizendo que tinham entregado meu filho ao plano como se ele fosse qualquer pessoa, do dia que ele internou e a assistente social foi conferir mesmo se ele estava no hospital ou se eu estava mentindo, como se eu estivesse saido para passear com ele.
Agora estamos com uma nova empresa de home care, a MED LAR não perfeita mas também não tão cheia de erros quanto a PRONEP. E não esqueço dos momentos difíceis que passava no hospital e duas das técnicas se prontificaram a me ajudar no revezamento sem pedir qualquer coisa em troca. Eu como mãe sei o que é passar nove meses assim como muitas mães, e quando chegar uma fase difícil em nossa vida, como presenciar nosso filho doente e a gente querer ficar doente no lugar dele. Eu queria dar a minha respiração ao meu filho Igor quando ele chegou no hospital no dia 26 de Março no hospital. Eu queria dar a ele de volta em um segundo a alegria que o dia anterior ele tinha. A vida é inexplicável, nos oferece surpresas o tempo todo. E eu o tempo todo pedindo a Deus que olhasse por ele, que continue dando garra que ele sempre teve, saúde...muitos anos de vida ao meu lado.
Muitas coisas ruins e boas me aconteceram...mas nunca desisto de estar ao lado de meu Branquinho, a pessoinha que amo, que Deus me presenteiou uma semana depois de meu aniversário, que está sempre sorrindo apesar de suas limitações, que tem me dado e dado a muita gente lição de vida, e mostrado o quanto independente da idade, da situação podemos sim vencer. A cada dia ele mostra isso, a cada dia ele luta por sua vida. Eu sempre amei e amarei meu filho!!!!!!!







 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Mais sobre o Igor.
Fiquei muito indignada com uma das situações que meu filho Igor passou. Mesmo tendo atendimento domiciliar em casa, um home care onde a empresa PRONEP coordenava todos os atendimentos que o Igor precisava como: fisio, fono, visita médica...havia sempre falhas da parte dos profissionais. Sei que ninguém é perfeito, mas já havia falado sobre o atendimento do pediatra que vinha fazer a visita semanalmante ao meu filho. Ele não examinava meu filho direito, e ainda ficava mais tempo sentado numa poltrona escrevendo, porque era só isso que a empresa exigia dos profissionais, carimbos e que escrevesse sobre o paciente. Eu sempre fui quando podia com minha irmã gêmea a Adelaine levar meu sobrinho no posto de saúde pelo SUS para consultá-lo, e sempre observava a tamanha vontade de ajudar dos pediatras, a maneira como examinava as crianças. Dialogavam com a gente, brincava com as crianças...faziam o atendimento completo examinando...
Mas, o médico que vinha em minha casa atender o meu filho, acho que ele pensava que um atendimento em casa mesmo ele sendo pago pelo plano de meu esposo, era banal, desnecessário um exame completo, e todos os anos fazer exames completos. Quando chegou um belo dia, meu filho apresentava febre de 38 graus e imediatamente foram feitos os procedimento pelas técnicas de plantão nos cinco dias seguidos em que meu filho apresentava desconforto respiratório e febre. E o médico nesses dias, cinco dias de febre me dizia pelo telefone que não era o dia dele de visita que era só na quinta feira que vinha olhar meu filho, que era para aguardar mais um pouco, e meu filho apresentava quadro de piora. No quinto dia de febre ele dizia a mesma coisa, q não ia passar nenhum exame, e que era para eu aguardar. Eu questionei com ele, o bendito fruto Dr. Luiz Claudio que se fosse um filho dele ele não ia aceitar o médico dizer a ele que era para esperar mais um pouco. O bendito disse me rebatendo que se fosse filho dele ele mesmo iria medicar pois era médico.
Mas eu digo gente, que pessoas como ele é ignorante mesmo. Só pensa no bem estar dele, no conforto dele que vai ter se não for fazer um esforço para deslocar de onde esteja para fazer a visita de emergência. E dizia a minha sogra: Se fosse para ser médico de meu filho não servia.
A chata sou eu? quando sou ignorante em dizer que para mim também não serve para atender meu filho?  Se passaram um tempo e depois de eu pedir um pelo amor de Deus ao enfermeiro que pra mim, esse sim era como se fosse médico de meu filho, para pedir encarecidamente ao médico que fizesse o pedido dos exames. Aí sim foi feito e diagnosticado de boca pois já que o Igor não examinado e nem os examesnderam nada, que era faringite aguda.
A PRONEP já estava a fim de sair fora, e assim a supervisora começou a pular fora. Me disse que a PRONEP estava querendo entregar o Igor e que não tinha mais fono para atender o Igor.
Ele ficou realmente sem fono por três meses. E então começava as entradas e saidas de técnicas, até que a PRONEP disse que a cooperativa entregou o Igor. Era a cooperativa Compatilhar. A Petrobrás o plano do Ior então decidiu pedir outra empresa que assumisse a escala do Igor. E claro coisa da  do home care disseram que não tinham mais técnicas para atender o Igor que a cooperativa INTER SAÚDE assumindo a escala, iriam escalar enfermeira e não técnicas, mesmo o meu filho não precisando de nefermeiras.
Assumiram a escala do Igor três enfermeiras, mas uma delas também fez uma burrada.
E quem disse que só técnica que faz o que não sabe?
A enfermeira tinha feito um plantão, e quando veio pela segunda vez, as 4horas da manhã me chama desesperada, batendo na porta do meu quarto. Vou correndo porta a dentro para o quarto de meu filho e vejo ele com esforço respiratório que não tava dia anterior, secretivo e presenciava ela a enfermeira aspirando a traquéia de meu filho de modo errado, como se cutucasse alguém com rapidez.
Eu disse a ela que ela estava aspirando ele de modo errado. E ela queria continuar o procedimento, quando coloquei a mão na sonda e ela teve que jogar fora o material de aspirar.
Eu fui aspirando ele, mas já estava saindo sangue, muita quantidade de sangue pela traquéia do Igor. Chamei meu esposo e levamos o Igor para a emergência próxima de nossa residência. Onde foi feito todos os atendimentos necessários, meu filho foi bem assistido, rapidamente fizeram uma bateria de exames.
Quando a médica voltou, veio falar comigo que o Igor iria para a UTI pois não estava nada bem.
Ela disse: _ Mãe, não vou mentir, seu filho tá muito cansado, perdendo muito sangue, os exames contatou que a maneira errada de aspirar rompeu um vaso da traquéia de seu filho; que ele está com quadro de pneumonia, e coração muito fraco. Vamos interná-lo tá. temos que cuidar dele. ele vai ficar bem.
Esta foto foi tirada dias antes da internação dele. E foram dias de cuidados na UTI até que ele melhorasse completamente...