Desde pequenino já existia este toque de olhar, esse carinho só de sentir. A gente se entendia, você percebia minhas alegrias e tristezas, e eu também percebia o quanto precisava de mim por perto. E eu estava lá todos os dias no hospital quando você nasceu e não pode voltar comigo para casa. Eu te olhava, te sentia, percebia o quanto eu era amada e amava demais esse ser tão pequeno e grande ao mesmo tempo. Pequenino indefeso e grande guerreiro que cada dia vinha surpreendendo muita gente. Calava a boca de muitos. Quando diziam: ele não vai falar! E eu o tempo todo provava em vídeo ou até mesmo pessoalmente que ele já dizia as vogais, chamava pai e mãe do seu jeito...E quando diziam: Ele não vai andar! E ele começou a dar seus primeiros passos. Passos de vitórias que só quem acreditava mesmo nele via e percebia o quanto ele queria ir mais além. O único momento em que errei foi quando eu só pensava que queria ele comigo, só isso, queria ver ele sorrindo mais, mostrando mais para as pessoas e ele mostrava mesmo, tudo que aprendia. Mas no dia em que ele se foi eu pensei diferente. Eu estava sendo a única força e vontade que queria que ele estivesse ao meu lado. Mas Deus chamava ele, para perto de ti. E eu senti que era a hora dele, que ele não precisava mais provar nada para ninguém, pois de tudo que ele passou muitos não passam nem a metade. Eu tenho orgulho de ter sido a mãe para esse anjo lindo, meu Branquinho. De ter aprendido e ensinado muito com ele. O nosso amor nunca vai acabar. Amor de mãe e filho.