Quando este dia chegou, meu coração ficou tão radiante. A esperança de uma nova vida, de novos sonhos e realizações dos que ainda há.
Mas alguns dias passados depois da volta, pensava em tudo que meu filho passou, nas pessoas que passaram por ele, na forma de agir de cada profissional em minha casa.
Muita coisa foi marcante, coisas boas e ruins. Nenhuma delas esquecerei pois em todos os acontecimentos eu estava por perto.
Não esquecerei do dia que meu filho Igor apresentava febre de três dias e o médico da PRONEP, empresa de home care anterior, o Dr. Luiz Claudio, disse que era para aguardar mais um pouco para ver o que ia acontecer. e quando chegara o quinto dia de quadro febril, eu chorava e pedia pelo amor de Deus ao enfermeiro que era a pessoa em quem eu mais confiava do que no médico, que ele conversasse com o pediatra para que se ele passaria um exame de sangue...raiox...fiquei muito chateada com ele. lembro de todas as palavras que ele disse neste dia crítico, de febre de meu filho. Que ele só faria a visita na quinta e era uma segunda feira, e ele estava no dentista. Não prestou nenhum atendimento, nenhuma orientação nem pelo telefone.
Não esqueço de técnicas que realmente cuidava do meu filho como se fosse filho delas, prezava a saúde dele...Não esqueço do termo de proibição que a empresa PRONEP mandou me entregar com a presença do enfermeiro, assistente social e uma enfermeira servindo de testemunha como se eu fosse uma bandida, para eu não sair com meu filho em hipótese alguma. Não esqueço do dia em que meu filho já estava de alta e a PRONEP veio recolher tudo em minha casa dizendo que tinham entregado meu filho ao plano como se ele fosse qualquer pessoa, do dia que ele internou e a assistente social foi conferir mesmo se ele estava no hospital ou se eu estava mentindo, como se eu estivesse saido para passear com ele.
Agora estamos com uma nova empresa de home care, a MED LAR não perfeita mas também não tão cheia de erros quanto a PRONEP. E não esqueço dos momentos difíceis que passava no hospital e duas das técnicas se prontificaram a me ajudar no revezamento sem pedir qualquer coisa em troca. Eu como mãe sei o que é passar nove meses assim como muitas mães, e quando chegar uma fase difícil em nossa vida, como presenciar nosso filho doente e a gente querer ficar doente no lugar dele. Eu queria dar a minha respiração ao meu filho Igor quando ele chegou no hospital no dia 26 de Março no hospital. Eu queria dar a ele de volta em um segundo a alegria que o dia anterior ele tinha. A vida é inexplicável, nos oferece surpresas o tempo todo. E eu o tempo todo pedindo a Deus que olhasse por ele, que continue dando garra que ele sempre teve, saúde...muitos anos de vida ao meu lado.
Muitas coisas ruins e boas me aconteceram...mas nunca desisto de estar ao lado de meu Branquinho, a pessoinha que amo, que Deus me presenteiou uma semana depois de meu aniversário, que está sempre sorrindo apesar de suas limitações, que tem me dado e dado a muita gente lição de vida, e mostrado o quanto independente da idade, da situação podemos sim vencer. A cada dia ele mostra isso, a cada dia ele luta por sua vida. Eu sempre amei e amarei meu filho!!!!!!!





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