Nos meus dias de inquietação, me sinto tão perdida, me sinto pensativa com tudo que tem acontecido. Desde o mês passado quando a história da pandemia mundial explodiu nas redes sociais, na tv, nas ruas, muita gente assim como eu tem se perguntado: e agora? Como viver isolado agora que o negócio está feio, a situação não tem data de que tudo volte ao normal, as pessoas estão brigando umas com as outras, muita gente morrendo, mas muita gente também ignorando achando que não é verdade, muita gente sofrendo de ansiedade como eu.
É meu filho amado, se você estivesse aqui a mamãe estaria pedindo para Deus incansavelmente que te protegesse, você assim como muita gente é, você seria um fator de risco, com seu problema congênito e traqueostomizado pois faltava o ar para você.Você muitas vezes não conseguia respirar, você teve 14 hitóricos de pneumonia, você já teve parada cardíaca...
Mas agora você não está aqui, você não sofre mais e já cumpriu a sua missão.
Eu juro que tenho medo de pegar esse coronavírus, pois papai precisa trabalhar, e ele sai, mesmo com os cuidados que temos, passa medo, e agora que sua irmãzinha começou o ano estudando, todas as atividades estão sendo feitas em casa ao invés de ir a escola. Depois dela adaptada, mas entendo de verdade.
Mas tem dias que são difíceis, tem dias que me pego chorando com medo, mas todos os dias eu tento ser a melhor mãe para ela, elaborando brincadeiras e atividades para cobrir os dias finais de semana que não tem aula. Invento brincadeiras e todos os dias parecem ser domingo. Ruas mais vazias do que o normal.
Tem dias que dá vontade de sumir, de sair sozinha para arejar a cabeça, saudade apertando dia após dia de seus avós, de meus pais, ma filho, eu me espelho em sua luta, em sua força de vontade de viver, e estou conseguindo sobreviver a tudo isso.
Cuida de mim Branquinho, cuida de nós daí de cima, de onde estiver.
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