Filho amado, eu as vezes me pego desanimada com seu pai. Ele ainda me magoa, me faz me sentir tão triste com suas palavras frias. Me senti um nada hoje, me senti manipulada, sendo usada.
O que o chateia é simplesmente ouvir de mim que sempre o perdoo, que eu o entendo, mesmo na hora eu ficando muito chateada e com vontade de falar ao contrário. Um sentimento ruim, uma sensação que não tem jeito e uma vontade enorme de desistir dele. Desistir de tentar convencer ele que o repeito é tão bom, que o amor é um sentimento expressado em forma de atitudes, gestos de bondade e muito respeito ao próximo.
Parece nunca estar satisfeito, e o dia que encho ele de carinho e abraço, me trata como se eu fosse a pior pessoa do mundo.
A mesma mania de sempre de falar coisas como se eu pensasse do jeito que ele fala. Coloca palavras na minha boca que não existem.
Ouvir que parece que acho que crio melhor a sua irmãzinha ou que só eu que mando nessa casa, acabou com minha vontade de continuar o agradando. Me calei mesmo, me senti um nada. Mas antes de me calar eu tive que dizer uma só frase: que ele estava inventando ideia, falando besteira.
Eu me senti tão mal com isso, ouvir isso como se ele fosse tao presente assim na vida de sua irmã. Ele já foi melhor para ela. Ele já deixou o celular de lado para ficar dando toda atenção do mundo para ela. Ele não dizia que qualquer coisa que fosse brincar com ela, que dava sono como tem feito.
O celular é o motivo de escape para não dar atenção e ela fala: larga esse celular pai, me dá atenção!
O celular é o argumento dele porquê não dá sono.
O tempo passa, e fico pensando se não achei que estava acertando, mas errando ao mesmo tempo. Estando com ele.
Ele não apoia meu sonho de dar aula em casa, me conheceu assim, me conheceu catequista e hoje em dia fica chateado se alguém falar de Deus perto dele. Ele não acredita em Deus!. Como pude ficar com ele assim? Como pude deixar tanta coisa ruim acontecer? Eu tenho medo disso. Por isso voltei para minha terrinha meu filho amado, por isso que estou perto da minha família. Seu pai me deu dois motivos para eu bater o pé e voltar para minha terra. Duas vezes o presenciei muito agressivo e não quero que isso aconteça de novo.
Eu não quero que sua irmã sofra pela ausência do seu pai, assim como você passou por isso.
Só estamos em janeiro e já estou com tanto medo.
Como eu queria que ele trabalhasse no primeiro dia de aula de sua irmã. Ele age como seu fizesse tudo errado, e no final das contas tudo se ajeita e dar certo na ausência dele.
A sua irmã é tão sapeca, cheio de vida e na maioria das vezes tem estresse quando ele está em casa. Ela quer chamar a atenção dele da pior forma e ele não entende, e ainda por cima eu que saio por mal, pois ao corrigir ela, ele não gosta de ouvir eu a corrigindo.
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