Eu sei que preciso aprender como lidar com a dor que volta e meia, mexe comigo, a dor que não é física, mas as vezes faz meu corpo reagir de outras formas, faz eu me tremer toda, ora essa tremedeira vem seguida de frio, e ora de calor...Isso se chama medo em alguns momentos, como se eu tivesse vivendo momentos contínuos de tensão, momentos que parece que preciso fazer algo, por mim, ou por alguém, e entro num estado de pânico.
Se eu preciso sair ou quero ir em algum lugar, seja onde for, as vezes desisto, por pensar muito, por começar uma angústia e um nó na garganta, uma vontade de chorar que nem sempre consigo colocar para fora.
A crise de claustrofobia amentou, e dependendo do lugar, eu não consigo literalmente respirar...sensação horrível que convive comigo desde que você se foi filho amado. As vezes é tudo fácil, os dias tranquilos me faz ganhar o dia, consigo sair e voltar e me sinto super bem, mas tem vezes que dói...o medo dói, a fobia dói e eu sei, que se trata de uma ferida que não cicatrizou.
O chato é que muitos não entendem e acham isso frescura, mas eu não pedi para sofrer, para perder um filho e isso dói e muito, não pedi para ser uma pessoa as vezes insegura e mais com coisas que eu gosto de fazer, eu não pedi para viver uma dor que quero muito que saia de mim. Mas é difícil e só quem viveu essa mesma dor sabe o que estou falando e o que sinto.
As vezes tudo volta em minha cabeça em questão de segundo e parece que estou vivendo tudo de novo...Esquivo-me para outros lados, e as vezes eu consigo pensar em outras coisas, mas tem vezes que não.
Carregar o peso de um luto, é muito triste, a gente aceita, mas não supera nunca.
Tudo que quero, é que momentos difíceis não me faça tomar atitudes desesperadas, como da última vez que passou em minha cabeça e eu me culpo por ter esse tipo de pensamento.
Mas eu pedi ajuda e não tive resposta de quem eu pensei que podia contar, onde fui criada junto e ajudei cuidar...Eu chorei tanto, mas pedi a Deus que tirasse de mim a vontade idiota de dar um freio em meu sofrimento, como se isso fosse acabar com a dor da alma.
Eu olhei para minha princesa e sequei minhas lágrimas, eu fiz questão de levantar a cabeça cheio de orgulho e dizer que eu me amo, que amo minha filha assim como sempre amei meu Branquinho, meu filho Igor.
Pessoas como eu precisam se sentir amadas 24 horas por dia, e o mundo necessita de amor, de paz, de união!
Quando penso que a dor foi embora, ela volta, sempre volta, mas penso no meu anjo sorrindo para me sentir forte, na minha luta e conquistas, sempre pensando nele.
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