sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Nada é fácil!!!!

Só quem perdeu um filho ou uma filha sabe como é essa dor. Eu vivo esta dor até hoje de saudade de meu Branquinho, meu filho amado.
 Desde os 5 meses de gestação travamos uma luta sem fim. Idas e vindas de hospital para casa.  Mas Deus quis ele junto de ti e eu não pude fazer nada, mais nada. Mas até hoje peço forças  a Deus, para que eu me espelhe na força de meu filho, para que eu consiga vencer essa dor.. Que Deus possa me trazer o conforto sempre nas coisas maravilhosas que vivi com meu príncipe, pois é isso que peço a ele para mim.
E quando a saudade aperta, resta mergulhar nas fotos de aniversários, nos momentos em lembranças que tivemos, rever suas roupinhas que ainda guardo em seu quarto. E incrível, parece que o seu cheirinho está lá. E me sinto perto de ti Branquinho, me sinto tão bem.
Pensar em você me faz refletir sobre o que fiz, o que vivi, passei... Me faz pensar no futuro. E a vezes tenho medo, mas sempre penso: o que será que vem? Mas eu vou encarar de cabeça erguida! 
Peço a Deus que renove minhas forças sempre, me fortaleça na fé e esperança de dias melhores. Que tire meus medos, que me faça seguir a minha vida.
Dizer que foi fácil tudo que vivi é complicado, pelo contrário, nada é fácil. Mas com o tempo aprendi a lutar pelas dificuldades e venci. Não sabia que há um hospital perto de minha casa que atende o plano de meu esposo e ninguém falava nada. E todas as vezes meu filho tinha que ir para a cidade. Mas quando descobri que o hospital podia atender meu filho, logo eu mesmo junto com meu esposo, sem precisar esperar a ambulância vir buscar nosso filho, levamos por duas vezes nosso príncipe ao hospital a menos de 5 minutos de carro.
Quando o Igor ficou no Hospital da Lagoa ( Centro Pediátrico da Lagoa ), era mais complicado o revezamento para que eu, meu esposo e minha sogra fizéssemos. Pois a distância, o trânsito e a escala de meu esposo não ajudava muito.
Mas rebolamos e conseguimos fazer como as técnicas faziam em minha casa quando tinha o HOME CARE. Cada dia um ia ficar com meu filho. E as vezes quase nem via meu esposo, pois quando eu vinha para casa, ele estava saindo do trabalho e ia direto para o hospital. Mas vencemos muitas barreiras.
Aprendemos muita coisa, construímos esperança, enfrentamos preconceitos entre outras coisas...
Sinto uma tamanha saudade mas que me fortalece cada vez mais para lutar pela esperança que não deve acabar até o último segundo de nossas vidas.



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