Eu sei muito bem o que estou sentindo. Uma mistura de alegria e dor ao mesmo tempo. E as vezes me pergunto se realmente é preciso vivenciarmos isso tudo. Provar que somos fortes o tempo todo, muitas vezes sorrir perto de quem odeia nos ver chorando, só para deixar a paz nelas. Mas será que não percebem que não adianta? Por dentro de nós chora, grita um desespero de perda e saudade. Mas também quer paz, assim como quer um momento só dela. Eu me sinto só, sinto um vazio que parece não querer ir embora. Falta um pedaço de mim, falta uma paz, um certo conforto. É isso, me sinto desconfortável, me sinto tão nada. Queria que Deus estendeste suas mãos sobre mim agora, e me deixaste me sentir melhor, que fizesse as pessoas ao redor de mim respeitar esse momento de dor, e que também, respeitasse meu direito de me desabafar seja da forma que eu quiser. Pois sei que não faço isso de propósito, não obrigo ninguém ver o que posto. Eu sei muito bem o que me faz realmente mal. Saber que não posso compartilhar o que sinto porque as pessoas que se sentem mal. Talvez se passasse pelo que eu passei, ou pelo menos soubesse respeitar esse meu momento, iam entender. Mas eu respeito cada um e entendo de coração. Fico magoada na hora mas depois passa. Eu não quero ser esquecida da mesma forma que não quero que meu Branquinho, meu filho, anjo Igor seja esquecido. Vai ser lembrado sempre que eu quiser. Ele foi único, foi um exemplo de garra e força que todos que o conheceu sabem disso. E ele será sempre minha força, meu motivo de alegria pelos momentos felizes que vivi com ele, e de dor pela perda dele.

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