Hoje estou tão triste quanto ontem estava. Me sentindo tão mal que minhas lágrimas cai a cada minuto que penso no ocorrido de ontem.
Exatamente a um mês atrás eu pedi um presente a meu esposo, já que meu filho ainda dependente de oxigênio, mas agora com uma novidade, fazendo desmame de quatro horas por dia. Claro que ele não faz direto mas divide duas horas na parte da manhã e as outras duas horas na parte da tarde. Mas ele ainda está estável, e pôde sair por duas vezes sem problema algum, com a empresa do home care sabendo e sem proibição. Eu queria levar meu filho Igor na casa de minha mãe no dia das mães, já que ele já tinha ido na casa da minha sogra e na casa de minha irmã. A minha irmã mora um pouco mais distante da minha sogra mas nem isso impediu que eu saisse com meu esposo e técnica de enfermagem acompanhando meu filho. Todos estavam cientes e nada fizeram ou falaram para nos proibir de sair com meu filho.
Agora que quero levá-lo para passear num dia tão importante para mim na casa de minha mãe, me impediram de uma tal forma que chega doer até escrevendo sobre isso. Minha mãe também mora distante, mas perto da casa de minha irmã em que fui um dia com o Igor. Mas a assistente social da empresa do home care esteve em minha casa e usou a palavra proibido eu sair com o Igor para qualquer lugar que seja sem a autorização do home care e do plano. Como se das outras vezes eles não souberam que iamos sair e foram avisados tanto pela técnica quanto por mim, a hora que estávamos indo e a hora que voltamos do passeio.
Me senti tão humilhada sem entender o motivo. Parecia que eu era a mãe monstro, irresponsável e que ia levar meu filho sem autorização e sem informar alguém e principalmente rapitar meu próprio filho. Olha quanta coisa passou em minha cabeça. Eu sei que ter um home care em casa, tendo vários profissionais por dia visitando um paciente já é uma invasão de privassidade, mas agora eu me sentir como se estivesse sendo invadida, minha vida, meus sonhos como se eu não pudesse ter, minha casa como se eu não pudesse mudar sozinha. E minhas vontades e minha presença como se eu não pudesse ter. Parece que eu não estou dentro de minha própria casa, que não posso ser carinhosa com meu filho que parece que estou sendo falsa. Eu não posso amar que as pessoas acham que eu não amo. Se eu cuido de meu filho sempre tem a desconfiança de que maltrato ele.
Isso tudo aconteceu ontem, e ontem chorava feito criança como hoje sem parar. Me deitei na cama e me perguntava porque acontecia isso comigo, porque não tenho direito de sair com meu filho dessa vez se das outras duas vezes eu pude sair. Chorava e chorava sem fim, e meu esposo não entendia, mas quando eu falei com ele e parecia também não acreditar. Mas também não conseguia me tranquilizar. Eu já estava atordoada e minha dor de cabeça aumentava assim como o mal estar ia surgindo até eu fazer crise de vômito. Tomei meu remédio de mal estar mas minha dor de cabeça não passava. Esperei por um tempo e sem conseguir parar de chorar fui e tomei o remédio de dor de cabeça. Mas antes disso tudo, já tinha tomado meu calmante natural. Acabei com meu estômago. Hoje durante o dia inteiro sinto uma dor sem fim de estômago.
Minha vontade é só ficar deitada e só dormir porque acordada eu me lembro da palavra proibido, proibido, proibido dito pela assistente social da PRONEP que a empresa do home care.
Mas até agora a Petrobrás que é o plano do Igor, não se manifestou, mas também não sei se realmente eles sabiam das outras vezes que saimos com o Igor, mas não sei se é verdade que eles que não autorizaram ou se foi coisa novamente da empresa do home care. Só sei o seguinte, que a pesar disso tudo, eu me sentindo só, mas sei que não estou. Meu pai e minha mãe ligaram para mim e disseram que mesmo que eu não vá lá, eles vem até mim. Quem sabe né, vem todo mundo mesmo, nossa que alegria que eu ficarei. Meu pai, minha mãe, irmãos e sobrinhos...Nossa! Vai ser a minha alegria mesmo não sendo do jeito que planejava mas pelo menos eles estão comigo.
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